quarta-feira, 29 de agosto de 2012

É como nos sentimos quando, empenhados num projeto e, em vias de realizá-lo, precisamos abortá-lo.
Pesquisando para escrever este post cheguei a um interessante texto do Eugênio Mussak( Vida Simples, nº20, 01/09/2004), “É errando que se aprende“. Segundo esse a humanidade evoluiu, antes mesmo da ciência existir, a partir das tentativas, errando muito e acertando às vezes.
“Errar é próprio da condição humana. Aprender também. Infelizmente algumas pessoas não estabelecem conexão entre essas duas qualidades. Este sim é um grande erro. Na verdade, o erro só é erro quando não é percebido; quando é, torna-se aprendizado. Sem essa percepção, você corre dois riscos: o de continuar repetindo seus erros sem aproveitá-los para evoluir, ou o de parar de tentar por medo de errar.”
Citou o psicólogo e filósofo suíço Jean Piaget, defensor de que o homem é o construtor do seu próprio conhecimento e que, nesse processo, o erro é uma ferramenta importante.
O “erro bom” seria aquele que “abre alternativas”. Consta que Thomas Edison, após ter sido intimado pelo seu patrocinador a interromper suas experiências disse: ‘por que desistir agora, se já sabemos muitos modos de como não fazer uma lâmpada? Estamos hoje mais próximos de saber como fazer uma lâmpada que antes!’ Isto é, errar é a possibilidade de acertar na próxima tentativa.”
E dá o exemplo do cubo mágico. De tantos erros, poucos acertos, somos tentados a desmontá-lo e montá-lo certo. Mas essa trapaça não vale no jogo da vida. “A única alternativa é aprender a viver, o que pressupõe tentar, errar e tentar novamente.”
“Você quer um atalho? Ele existe sim: aprenda também com o erro dos outros.”

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